Neymar, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, provavelmente o caro leitor concorde que esses três foram os melhores jogadores de futebol das últimas duas décadas, protagonistas em todos os times e campeonatos que disputaram. O português e o Argentino juntos foram eleitos doze vezes os melhores do mundo pela Fifa e o brasileiro o jogador mais caro ao ser vendido ao Paris Saint-German, além de ter se igualado ao Rei Pelé em gols pela Seleção. Indiscutivelmente gênios do futebol!
Entretanto, nesta Copa do Mundo do Qatar a qualidade técnica individual que possuem não foi suficiente para levar suas seleções ao título. Tanto Brasil, quanto Portugal, caíram bem longe de chegar à final da Copa. Já a Argentina, de Messi, chegou à final. Teria Messi jogado mais para o time ao invés de ter querido brilhar sozinho? A coletividade teria prevalecido e trazido o sucesso para a seleção portenha?
Muitos podem pensar: o futebol é um esporte coletivo e, portanto, as individualidades dos jogadores sempre sucumbirão ao time. Ora, mas raríssima é a atividade humana de destaque que não seja coletiva. Mesmo as que são feitas de modo individual, geralmente contam com um staff de profissionais auxiliando nos bastidores o executor daquela atividade. A exemplo de um piloto de formula 1, o qual mesmo pilotando sozinho, tem toda uma equipe de mecânicos e engenheiros por trás de seu desempenho. Também é assim com um Advogado, o qual deve se cercar dos melhores estagiários; ou um médico, o qual sem os enfermeiros e técnicos ao redor não conseguiria sequer desempenhar sua função; e por aí vai... O que tento mostrar é que pouco importa se a atividade é primordialmente individual ou coletiva, pois quase sempre necessitará de mais de um indivíduo para ser executada com louvor.
Entretanto, isso não quer dizer que a individualidade não seja importante, pois é importantíssima, sim! Afinal, quem não quereria um Neymar ou um CR7 no seu time? Assim, pensamos que a individualidade não chega a ser escrava da coletividade, mas sem esta pouco teria valor.
